quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Cretácico

O Cretácico compreende-se entre 144 M.a. e 65 M.a. atrás. Este é um Período da Era Mesozóica, do Éon Fanerozóico. O Cretácico sucede o Período Jurássico da sua Era e precede o Período Paleogeno da Era Cenozóica do seu Éon. Divide-se nas Épocas Cretácico Inferior e Cretácico Superior.
O Cretácico Inferior compreende-se entre 144 milhões e 99,6 milhões anos atrás. Esta encontra-se entre a época Jurássica Superior do Período Jurássico e a época Cretácea Superior de seu Período. Divide-se nas idades Berriasiana, Valanginiana, Hauteriviana, Barremiana, Aptiana e Albiana. Enquanto que o Cretácico Superior está compreendido entre 99,6 milhões e 65 milhões anos atrás. Esta Época sucede a Cretácea Inferior do seu Período e precede a Época Paleocena do Período Paleogeno da era Cenozóica. Divide-se nas idades Cenomaniana, Turoniana, Coniaciana, Santoniana, Campaniana e Maastrichtiana.
O supercontinente Pangea  foi-se dividindo durante o Mesozóico para dar lugar aos continentes actuais. No inicio do Cretácico existiam dois supercontinentes, a Laurasia e a Gondwana, separados pelo Mar de Tetis. No fim do Cretácico, os continentes começam a adquirir formas assemelhadas às actuais. 
Quanto à fauna no Cretácico, esta passa por amonites, equinodermas e braquópodes. As plantas com flor tem um maior desenvolvimento neste Período e os organismos capazes da fotossíntese, incluindo fitoplanctón e plantas terrestres, formavam os alicerces da cadeia alimentar no fim do Cretácico tal como hoje em dia. Evidências sugerem que animais herbívoros morreram quando as plantas das quais dependiam se tornaram raras; consequentemente, predadores do topo da cadeia tal como o Tyrannosaurus rex também pereceram. 
Os dinossauros atingiram o seu ápice neste período na escala evolutiva, tendo assim um grande domínio: os céus eram povoados por répteis, os Pterossauros, enquanto que na terra surgia o aparecimento de anquilossauros (com armadura), ceratópodes (com cornos), e ornitópodes, iguanodontes e hidrossauros, herbívoros perfeitamente adaptados à nova vegetação. Contudo no final do período ocorreu a extinção em massa desses grandes répteis e de diversas espécies de animais da Terra.
A extinção dos dinossauros e o declínio de outros répteis aconteceu no final do Cretácico e ainda hoje continua sem explicação definida. 
Cocolitóforos e moluscos, incluindo amonites, rudites, caracóis de água doce e mexilhões, e organismos cuja cadeia alimentar incluía estes construtores de carapaças, tornaram-se extintos e sofreram perdas consideráveis. Os Omnívoros, insectívoros e animais que se alimentam de carniça sobreviveram à extinção em massa, talvez devido ao aumento da disponibilidade das suas fontes de alimento. No fim do Cretácico, pareciam não haver mamíferos puramente herbívoros ou carnívoros. Os mamíferos e aves que sobreviveram à extinção alimentaram-se de insectos, minhocas e caracóis, estes por sua vez alimentavam-se de plantas mortas e matéria animal em decomposição.  
A extinção em massa foi o factor que marcou o final do Cretácico e devido à rapidez, extensão mundial e número de espécies envolvidas, essa extinção é um dos grandes enigmas da geologia e da paleontologia.

Imagem ilustrativa de como seria o Cretácico e dos seres que nele habitavam

Bibliografia:
Desconhecido. (2010). Retrieved from http://pt.wikipedia.org/wiki/Cret%C3%A1ceo
Cretácico. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-01-03].
Disponível na www: <URL:
http://www.infopedia.pt/$cretacico>.
Desconhecido. (2010). Retrieved from http://pt.wikilingue.com/es/Cret%C3%A1cico
Desconhecido. (2010). Retrieved from http://historiadaterra.no.sapo.pt/hist/3cre.htm
Desconhecido. (2010). Retrieved from http://www.avph.com.br/cretaceo.htm
Desconhecido. (2010). Retrieved from http://www.fgel.uerj.br/Dgrg/webdgrg/Timescale/Cretaceo.html
 Desconhecido.(2010). Retrieved from http://vsites.unb.br/ig/glossario/verbete/cretaceo.htm
Imagem:
Desconhecido. (2010). Retrieved from http://recursos.cnice.mec.es/biosfera/alumno/4ESO/tierra_cambia/contenidos13.htm

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Movimentos Eustáticos

Movimentos eustáticos são movimentos verticais provocados por qualquer factor, como por exemplo, as mudanças climáticas, que faça variar significativamente o nível da água do mar. Para a sua determinação estuda-se as marcas deixadas pelo nível do mar em depósitos geológicos.
Os movimentos eustáticos podem ser positivos se ocorrer uma subida do nível do mar e negativos quando ocorre uma descida do nível do mar.
Por sua vez denomina-se ciclo eustático a um intervalo de tempo onde ocorreu subida e posteriormente descida do nível do mar. Para os reconhecermos necessitamos de saber os factores locais e regionais, tendo principal relevância a origem tectónica.


Bibliografia:
Tabithá Caetano. (2008). Retrieved from http://gondwana2008.blogspot.com/2008/12/ciclos-eustticos.html
João Brissos. (2008). Retrieved from http://geostoriaestpal.blogspot.com/2008/11/ciclos-eustticos.html
Diana Silva. (2008). Retrieved from http://geosciences08.blogspot.com/2008/11/ciclos-eustticos.html

domingo, 24 de outubro de 2010

Unidades Biostratigráficas

Ramo da estratigrafia que resulta da organização de corpos líticos, em unidades, designadas essencialmente a partir da distribuição de fósseis e do seu conteúdo, ou seja, a idade da camada geológica é dada através do tipo ou espécie de fósseis que lá são encontrados. Por exemplo se se encontrar um fóssil do Jurássico superior na camada, pode-se afirmar que a camada corresponde a esse Período.
Este tipo de unidades possui algumas diferenças em relação às outras, esta baseia-se na distribuição irregular dos fósseis nos sedimentos e mostra mudanças evolutivas significativas ao longo do tempo.
Biozona é uma unidade estratigráfica caracterizada pelo seu conteúdo fossilífero e esta designa-se a partir do seu taxon.
Existem diferentes tipos de biozonas, estando todas elas definidas a partir nos fósseis:
  •       Zona de conjunto ou cenozona (Conjunto de camadas em que o conteúdo de fósseis, constitui um conjunto natural que o distingue das camadas adjacentes. Fundamentam-se em qualquer tipo de fósseis que viveram, morreram ou se acumulam em conjunto);
  •        Zona de extensão vertical ou acrozona (Conjunto de estratos representativos da distribuição (espacial e temporal) total da ocorrência de qualquer unidade taxómica seleccionada do conjunto de formas de uma sequência estratigráfica); Zona de extensão vertical simples (Conjunto de estratos que representam a totalidade de ocorrência vertical e horizontal dos fósseis de dado taxon); Zona de extensão vertical composta ou concomitante; Zona de oppel; Filozonas ou Zonas Filéticas (Conjunto de estratos que contêm espécies que apresentam um segmento de linha evolutiva marcada a cima e abaixo por mudanças de características. Bom significado temporal);
  •       Zona de acme ou apogeu (Conjunto de estratos que representam o máximo desenvolvimento, ou acme de um taxon. Dificuldade de caracterização, significado temporal e designação a partir do taxon definido)
  •       Zona de intervalo (Conjunto de estratos situados num intervalo entre dois biohorizontes).




Correlações feitas a partir da existencia de fósseis nas camadas



Bibliografia:
      Desconhecido. (2010). Retrieved from:  http://pt.wikilingue.com/es/Bioestratigraf%C3%ADa       Desconhecido. (2010). Retrieved from: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bioestratigrafia desconhecido 2010
      Silva, C.M. da (2008) - Temas de Paleontologia: Fóssil índice. Retrieved from: http://webpages.fc.ul.pt/~cmsilva/Paleotemas/Indexpal.html
Imagem:
Desconhecido. (2008). Retrieved from http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_rN50svHV8Fs/TMSdHfdtG0I/AAAAAAAAABk/7o_ZOv6GyLo/s1600/ficha_31%255B1%255D.jpg&imgrefurl=http://planetarochoso.blogspot.com/&usg=__Sr_trqUzNIoHy8Qb1ln1gYFVRM0=&h=319&w=400&sz=69&hl=pt-pt&start=0&zoom=1&tbnid=j359cljkB4usYM:&tbnh=116&tbnw=145&prev=/images%3Fq%3Dunidades%2Bbiostratigraficas%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26biw%3D1259%26bih%3D550%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=234&ei=JrsYTZbEONCo8QPLnvSEBw&oei=JrsYTZbEONCo8QPLnvSEBw&esq=1&page=1&ndsp=21&ved=1t:429,r:4,s:0&tx=88&ty=43

Estratótipos

Estratótipo caracteriza-se por uma sequência de camadas rochosas obtida da unidade que representa, sem descontinuidades, boa exposição desde a base até ao topo, devendo mostrar variações laterais de fáceis. Servem de referência e são usados na caracterização de unidades estratigráficas patorizáveis.
A sua descrição geográfica e geológica tem que incluir a localização geográfica, meios de acesso, espessura, litologia, paleontologia, mineralogia, estrutura e expressão morfológica.
Existem estratótipos simples e complexos, os simples possuem um único corte ou secção estratigráfica, enquanto que os compostos são formados por vários intervalos de secções estratigráficas.
Os estratótipos podem-se dividir em 5 tipos, os estratótipos Holotratótipo (original definido pelo autor quando se estabelece a uma unidade ou a um limite), Parastratótipo (estratótipo elementar utilizado pelo autor original para completar a definição do tipo de estratótipo referido anteriormente), lectostratótipo (posteriormente utilizado devido à inexistência de um estratótipo original bem denominado), Neostratótipo (novo estratótipo escolhido para substituir um antigo ou um rejeitado) e Hipostratótipo (complementa a informação de cada camada ou limite noutras áreas geográficas ou com diferentes fáceis do holostratótipo).





Parte de uma tabela de estratótipos


Bibliografia:
      Brissos, João. (2008). Retrieved from:  http://geostoriaestpal.blogspot.com/2008/10/estrattipos.html    
      Desconhecido. (2008). Retrieved from: http://estpal08.blogspot.com/2008_10_01_archive.html
Imagem:
Quininha, Mariana. (2008). Retrieved from: http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/_fWMESRR3nAk/SQCzlaz5bCI/AAAAAAAAAFE/m8DIO1aRiHI/s400/1.jpg&imgrefurl=http://estpal08.blogspot.com/2008_10_01_archive.html&usg=__avqj1TIX5FwrDxfLZ3NsovkHx10=&h=172&w=400&sz=19&hl=pt-pt&start=0&zoom=1&tbnid=zeKThZOsnS5R5M:&tbnh=66&tbnw=153&prev=/images%3Fq%3Destratotipos%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26biw%3D1259%26bih%3D550%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=312&ei=h7wYTY-rNMag8QOluNCGBw&oei=h7wYTY-rNMag8QOluNCGBw&esq=1&page=1&ndsp=21&ved=1t:429,r:2,s:0&tx=104&ty=69

Paleoambientes

As rochas sedimentares permitem reconstruir os ambientes antigos, paleoambientes, existentes no momento da sua formação, determinar as condições atmosféricas, a fauna e a flora. Os ambientes sedimentares onde se deu a formação das rochas (fáceis) podem ser terrestres, de transição ou marinhos. Os terrestres são, por exemplo, lacustres e glaciares, os de transição são os lagunares e as estuarinas, enquanto que os marinhos são os litorais, neríticos e batial.
No estudo dos paleoambientes são importantes os fósseis de ambiente ou fósseis de fáceis. Estes caracterizam-se por pertencerem a seres que não sofreram evolução ou apenas pequenas modificações ao longo das épocas e por ocuparem ambientes restritos.


Vários ambientes sedimentares

Bibliografia:
    Desconhecido. (2003-2010). Retrieved from: http://www.infopedia.pt/$paleoambientes
    Reis, Jorge; Lemos, Paula; Guimarães, António (2008) – Biologia e Geologia Preparação para o Exame Nacional, 1ª edição, Porto Editora, Porto
Imagem: Desconhecido. (2010). Retrieved from: http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/_NsPu2ZuzSN8/S8s6eKf3xhI/AAAAAAAAAXw/YWXUsjCdIoQ/s400/paleoambientes.jpg&imgrefurl=http://bioterra-catarina.blogspot.com/2010/04/paleoambientes.html&usg=__bUV3OpqAz1gZuWlJlrcerjsQ6ok=&h=281&w=400&sz=40&hl=pt-pt&start=0&zoom=1&tbnid=XOao1WKvx5dQCM:&tbnh=121&tbnw=172&prev=/images%3Fq%3Dpaleoambientes%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26biw%3D1259%26bih%3D550%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=406&ei=Xr0YTYuAJIep8QP6_b2HBw&oei=Xr0YTYuAJIep8QP6_b2HBw&esq=1&page=1&ndsp=20&ved=1t:429,r:3,s:0&tx=84&ty=29

sábado, 9 de outubro de 2010

Estratigrafia - breve introdução


                A estratigrafia é um ramo da geologia que se dedica ao estudo de rochas estratificadas que constituem a superfície terrestre, incluindo acontecimentos que modificam a forma, estrutura e natureza dos estratos ou camadas. A sua investigação passa pela sucessão de rochas sedimentares que formam a coluna estratigráfica, pela subdivisão e diferenciação da coluna em camadas ou estratos e pela identificação da camada rochosa devido à observação de acontecimentos físicos e biológicos.

                A estratigrafia também estuda os variados métodos de datação dos eventos geológicos (rochas sedimentares e outras) e é responsável pela nomenclatura usada para classificar grupos de rochas.
                Um estrato é uma unidade rochosa que se estende como camada de uma superfície de acumulação, é delimitada por duas superfícies, o tecto (o estrato que fica por cima) e o muro (o estrato que fica por baixo). Os estratos possuem uma classificação de acordo com certas unidades, unidades cronoestratigráficas (época de formação), unidades litoestratigráficas (composição) e unidades bioestratigráficas (conteúdo paleontológico).

Afloramento de Rochas – Mostra a Estratificação




Bibliografia:
      Desconhecido. (2001). Retrieved from http://visitas.unb.br/ig/glossario/verbete/estratigrafia.htm
      Desconhecido. (2008). Retrieved from http://emidiv.com.br/mundo/tecnologia/1637-estratigrafia-geologia.html
      Desconhecido. (2003). Retrieved from http://www.infopedia.pt/$estratigrafia
      Desconhecido. (2010). Retrieved from http://pt.wikipedia.org/wiki/Estratigrafia
Imagem: Desconhecido. (2010). Retrieved from: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Rock_Strata.jpg

Coluna Estratigráfica

A coluna geológica ou estratigráfica é uma representação de sequências rochosas através de perfis geológicos e da síntese dos dados desses perfis, ou seja, é um diagrama que retrata a relação cronológica das rochas de uma região, exibindo unidades estratigráficas, feições intrusivas, superfícies de discordância, etc . Outra forma de representação é o log litoestratigráfico vertical onde se representa a sucessão das camadas e as suas espessuras, associando a cada unidade ou sub-unidade uma sinopse descritiva dos tipos de rochas e dos processos geológicos. As colunas estratigráficas são utilizadas para fazer correlações de diferentes rochas em determinadas regiões.
                A coluna geológica constitui um dos argumentos mais fortes a favor da evolução. Em geral, os organismos mais simples são encontrados nas camadas superiores e inferiores, enquanto que organismos mais evoluídos são apenas encontrados em camadas superiores. À medida que as camadas se foram depositando devido à gravidade, aprisionaram organismos que posteriormente se fossilizaram.
                É pouco provável encontrar uma coluna geológica completa, elas são feitas pacientemente, à medida que os paleontologistas comparam sequências de fosseis entre si. Frequentemente estão ausentes algumas camadas da coluna. As camadas inferiores, as que supostamente foram depositadas primeiro, situam-se na base da coluna, e as mais recentes no topo. Por exemplo, nos Estados Unidos o Grand Cayon sofreu uma intensa erosão fazendo com que se verifica-se camadas excepcionalmente espessas numa parte significativa de cada coluna geológica.
                 As descobertas estratigráficas são muito importantes para o conhecimento científico relacionado com a história da Terra e a evolução da vida. Através destas formou-se uma escala do tempo geológico e esta assiste como referencial temporal para a Geologia e Paleontologia. A partir dos glaciares, das variações orográficas, das mudanças climáticas, do aparecimento, da evolução e da extinção das espécies que são registados nos estratos conseguiu-se formar um calendário geológico.
Coluna estratigráfica
  


Bibliografia:
Ariel A. Roth. (2010). Retrieved from http://dialogue.adventist.org/articles/15­1_nota_p.htm
Desconhecido. (2001). Retrieved from http://vsites.unb.br/ig/glossario/verbete/coluna_geologica.htm
Reis, Jorge; Lemos, Paula; Guimarães, António (2008) – Biologia e Geologia Preparação para o Exame Nacional, 1ª edição, Porto Editora, Porto
Imagem:
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